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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Igreja Nosso Senhor do Bom Fim: uma história construída pela união

Por Elizangela De Bona

Localizada a aproximadamente 170 quilômetros da capital Florianópolis, Braço do Norte é privilegiada pela natureza. Entre o mar e a serra catarinense, o município é destaque na agricultura, na pecuária e na indústria moldureira, considerada até pouco tempo, a capital latino-americana da moldura.
Emancipada em 22 de outubro de 1955, a cidade tem como principal ponto turístico a igreja Nosso Senhor do Bom Fim, localizada no Centro da cidade. A igreja de estilo gótico foi idealizada pelo padre Jacó Luiz Neibel, que trouxe da Alemanha um esboço da igreja que almejava construir em Braço do Norte.

Com o apoio dos moradores, em 1930, após ser abençoada a pedra fundamental, deu-se início à construção da igreja, que na expectativa do padre Jacó, seria uma das mais importantes da Diocese de Tubarão, além de ponto turístico do município.

A fim de agilizar os trabalhos, Pe. Jacó organizou os moradores em turmas. Havia turma para confecção e carreto dos tijolos, areia, saibros de praia e ferro. De acordo com Ângela Felisberto e Lucimar Longuinho, historiadoras e autoras de uma monografia sobre a história da igreja, a maior dificuldade era a aquisição de materiais. “O cimento era obtido através de telegramas e apanhados no porto de Gravatal, pois as mercadorias só embarcavam quando havia as cheias do Rio Tubarão”.

Segundo Clemente Rafael da Rosa, em entrevista concedida as historiadoras em novembro de 2001, o Pe. Jacó recebia ajuda financeira da Alemanha. “Havia interesse na continuidade da pregação da fé católica nos moldes europeus, uma vez que se encontravam muitos imigrantes alemães na região”.

Após a construção da igreja, que durou sete anos, a preocupação era com a estética. Para a construção arquitetônica, foram trazidos, da Itália, dois gabaritados construtores, Ângelo Colombo e seu filho Vitorino Colombo.

O processo levou aproximadamente dois anos, já que a tinta e o material utilizado tinham que ser trazidos da Itália. Segundo Felisberto e Longuinho, os desenhos pintados no teto da igreja significam a primeira missa rezada no Brasil, o nascimento de Jesus, os animais e sua diversidade, as bandeiras representando todos os povos e no altar-mor, Jesus crucificado.

Conforme as historiadoras, para compor a estrutura final, o sino foi trazido de outro estado, sendo que na região não havia nenhum sino grande condizente com a grandiosidade da obra. “O sino era enorme e para ser puxado para a torre foi preciso muita força física, e de animais puxando pelo sarilho com cautela para não derrubar as paredes da torre”.

Outro elemento que embeleza o interior da igreja são os vitrais. Representando passagens bíblicas, foram adquiridos pela comunidade e doados à igreja. Os altares foram construídos pelo marceneiro braçonortense Guilherme Daufembach e levados até a igreja de carro de boi.

Com o dinheiro arrecadado em arremates organizados pelos moradores, foi adquirido um órgão, que foi colocado no coro nos fundos da igreja, completando a obra, considerada na época de um arrojo sem par.


A igreja passou por sua primeira reforma em 1986, começando pela parte externa e terminando na parte interna em 1987, com reparos em paredes, altares, pinturas e peças metálicas, além da aquisição de lustres.




Atualmente a igreja Nosso Senhor do Bom Fim passa por outra reforma. A parte externa já foi toda reformada e pintada, os reparos agora estão na parte interna, onde pintores acrescentam novas pinturas e restauram as obras feitas há 80 anos.

Fotos: Elizangela De Bona e Arquivo

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Na onda do Twitter vou dar um RT em mim

Eu estava revendo meu projeto experimental de de TV, em parceria com a Juliana Nunes ,e resolvi dar um RT em um post que fiz no finado Gira Mundo. Não tem só 140 caracteres, mas tá valendo.


Do drible ao pas de deux deu trabalho enorme, gerou algumas discussões e irritações, mas valeu o esforço!
Queria deixar aqui o meu agradecimento a todas as pessoas que participaram do projeto. Aos entrevistados principalmente, já que além de se colocarem na frente das câmeras, fizeram um esforço enorme para que as imagens de cobertura fossem gravadas, os meninos dançando e as meninas jogando futebol, mesmo depois de um final de semana bem cansativo. Meninas e meninos, muito obrigada!

Agradeço também o meu técnico Valdinei Bento (Ferrinho) que além de topar dar um depoimento conseguiu um lugar bacana para a gravação. Um agradecimento pra lá de especial também pra minha prima Tayrine que ouviu falar muito no projeto e tava lá no dia da gravação me ajudando!

E claro, um super muito obrigada Juliana Nunes pela parceria. Nossa relação vai além da parceria em trabalhos, é amizade, e como poucas, é verdadeira. Obrigada por tudo! Obrigada por não apenas me elogiar ou defender, obrigada principalmente por apontar meus erros e por contribuir na formação de um Eu melhor rsrs.

Enfim, obrigada a todo mundo que contribuiu de alguma forma. Obrigada também a professora Cláudia Nandi, por ter divulgado nosso vídeo no seu blog, Futebol de Saias.



O documentário Do Drible ao Pas de Deux é um Projeto Experimental de Televisão, criado por acadêmicas do curso de Jornalismo da Faculdade Satc, Elizangela De Bona Laurindo e Juliana Pedroso Nunes. O vídeo ressalta o preconceito vivido por homens que optam por fazer balé e meninas que jogam futebol. O audiovisual mostra a preferência pelo collant ou pelo uniforme de futebol, algo que não define sexualmente o que a pessoa realmente é.

sábado, 6 de novembro de 2010

Dan Brown e suas polêmicas

Quando O Código Da Vinci foi lançado, obviamente por causa de toda a polêmica em torno, vendeu muito, e põe muito nisso. Como amante da leitura adquiri o livro e, como quase todas as pessoas que leram, li muito rápido.

Particularmente, achei muito bom. Várias coisas que o autor cita no livro são bastante intrigantes e apesar de toda a crítica, virou filme e causou todo aquele alvoroço como todo mundo sabe.

Tempos depois, eis que Dan Brown volta com Anjos e Demônios, mais uma vez colocando em pauta a credibilidade da igreja. Mais uma vez virou filme.

A bola da vez é O Símbolo Perdido. O livro fala da maçonaria e do símbolo que, supostamente, os maçons escondem para o bem da humanidade. Um símbolo que promete criar ordem a partir do caos. Para mim, mais um livro surpreendente de Brown. E mais um que tende a criar polêmica por tratar de assuntos como, a maçonaria e seus rituais e sobre os Estados Unidos e seu Capitólio.

O que eu realmente não entendo é por que tanta crítica. Dizem que pelo fato de o autor ser maçom tenta a qualquer custo denegrir a imagem da igreja, que ele “inventa” coisas... Enfim, se houve de tudo quando o assunto é Dan Brown.

O que as pessoas não entendem é que, apesar de ter algum embasamento histórico, o livro é de ficção e para ler um livro assim, é preciso deixar o preconceito de lado. “Ah, mas o cara viaja”! Claro que ele viaja, assim como os autores de O Senhor dos Anéis, Harry Potter e Matrix viajam. A diferença é que ninguém cria polêmica em torno desses livros/filmes que fizeram tanto sucesso quanto, se não mais.

Mente aberta e livre de preconceito, só assim é que se consegue ler e se divertir. Para quem quer ler só realidade, leia livros de história, e olha que nem assim dá pra garantir que é tudo verdade.


PS: Respondendo aos que comentaram na primeira vez que publiquei o texto na Revista Hei... Não vejo os livros do Dan Brown como PURA ficção, mas também não dá para ler achando que TUDO é verdade.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um detalhe faz toda a diferença!


Anúncio criado pela agência alemã Serviceplan para uma chapelaria, prova que a sutileza dos detalhes pode fazer toda a diferença.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Veronika decide morrer

Elizangela De Bona

Veronika é uma jovem eslovena que não ve sentido em sua vida. A falta de entusiasmo com a vida faz com que ela decida se matar. Ela não sabia, mas aquela decisão mudaria sua vida. Isso mesmo, vida, a morte ficaria para depois.

Depois de duas semanas desacordada, em virtude da tentativa desastrosa de se matar, Veronika acorda no Villete, um asilo de loucos. Depois do susto inicial a jovem conhece Zedka, que a apresentaria a Fraternidade do asilo e se tornaria sua amiga .

Ela conhece também seu médico, Dr. Igor. Médico este que lhe deu a notícia, a qual não imaginava que teria medo de ouvir. Os comprimidos que Veronika tinha tomado na tentativa de se matar tinham deixado seqüelas e ela só tinha mais sete dias de vida.

Sabendo que ia morrer a jovem começa a repensar em sua vida. Será que ainda queria morrer? Será que valia a pena lutar pela vida que tinha tentado jogar fora semanas atrás? Nos primeiros dias não conseguia pensar em outra coisa a não ser na vida, a sua vida.

Com o passar dos dias e a aproximação da morte Veronika decide conhecer o lugar onde morreria. No tour pelo Villete ela conhece Eduard, o esquizofrênico que daria um novo sentido a sua vida e que faria a moça refletir sobre a loucura e quem realmente são os loucos no mundo.

Paulo Coelho narra sua própria experiência, porém não trata o livro como uma auto biografia apesar de se citar na obra. O livro faz o leitor lembrar de que nunca é tarde para recomeçar.
Em 2009, o filme foi adaptado para o cinema. Para assistir o trailer, clique aqui!