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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A Minha Retrospectiva 2011

Muitas coisas marcaram 2011.
Dilma Rousseff assumiu a presidência do Brasil.

Não simpatizei com ela no início, nem votei nela, mas é preciso admitir que ela vem governando muito bem, pelo menos fez uma limpa no governo, o que já é muito bom!

Em 2011, a natureza se mostrou revoltada.

Tempestades no Rio de Janeiro, terremoto no Japão...

Em abril, Wellington Menezes de Oliveira entrou em uma escola, no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro, matou 12 crianças entre 12 e 14 anos e deixou 13 feridas.

Isso com certeza marcou meu 2011, já que, ironicamente, contribuiu com o meu Trabalho de Conclusão de Curso.

O Príncipe William se casou com a plebeia Kate Middleton. Cri, cri, cri...

Amy Winehouse jogou todo o seu talento pelo ralo.

O mundo conheceu Adele.
A Fátima Bernardes deixou a bancada do Jornal Nacional.

O Corinthians, meu time, foi campeão brasileiro pela quinta vez.

Espero que ano que vem ganhe, finalmente, uma libertadores.

E o Neymar hduiaehdaeuhdaeiud achou um cachorro hduiaehduehd e foi enfiar a cara no C*%# dele depois que o Messi ensinou ele a jogar futebol!

Eu não fiquei feliz porque o Santos perdeu, eu fiquei feliz porque o Neymar é um marrento e precisava ser colocado no lugarzinho dele, um lugarzinho bem longe do Messi aliás.

Muita coisa aconteceu. Umas mais importantes, outras nem tanto... Mas importante mesmo pra mim foi o que aconteceu na minha vida em 2011.

Conheci pessoas incríveis. Umas incrivelmente maravilhosas outras incrivelmente insignificantes.

Fiz o primeiro TCC da minha vida e conclui que sim, existe vida após TCC.

Antes mesmo de estar formada ganhei uma chance de trabalhar com jornalismo, e agarrei.

Me formei em Jornalismo no dia 13 de agosto.
Chorei que nem criança quando percebi que não era mais uma estudante e que todas as minhas amigas, aquelas com quem compartilhei tanta coisa boa, automaticamente se distanciariam, pelo menos fisicamente, de mim.

Aprendi que amor também significa deixar ir.

Ganhei mais uma sobrinha *-*

Consegui superar obstáculos que não imaginava ser capaz de superar.

Escrevi matérias sobre assuntos que eu não conhecia, e vi que jornalismo é isso mesmo.

Junto com meu time, conquistamos o segundo lugar em um campeonato que pensávamos que não passaríamos da primeira fase.

Me apaixonei...

Em 2011 também passei de aprendiz de motorista a motorista. Ainda sem a CNH, mas né... falta pouco.

Enfim, me aconteceu tanta coisa boa, que eu nem consigo me lembrar das ruins. Tá, mentira, eu consigo. Mas que elas são insignificantes perto das boas são.

Dia 31, quando o ano estiver virando, tenho muito que agradecer.
Que meu 2012 seja tão bom quanto foi o meu 2011, e que eu tenha forças para superar os obstáculos que estão por vir, assim como sabedoria, para saber aproveitar com intensidade os momentos de felicidade.

É isso, desejo a todos um 2012 cheio de coisas boas, tantas que pelo menos superem as coisas não tão boas quando, no final de 2012, se for fazer um balanço.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

É Natal!

Nessa época do ano todo mundo diz isso, mas como é inevitável, vou dizer também, ou melhor, escrever: como esse ano passou rápido!

Não vou fazer uma retrospectiva nesse post. Quero fazer mais um post antes que 2011 termine e fazer uma retrospectiva no mesmo post do Natal me deixaria sem assunto rs. Enfim...

Desejo à todos um Natal cheio de felicidade e paz. E para finalizar esse meu imenso post, a diva Celine Dion arrasando em Oh Holy Nigh.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Saudade

Há uns dias atrás minha amiga Juliana Nunes me disse no MSN que estava com saudades de algumas coisas que a gente fazia juntas, e se a saudade que eu estava da faculdade já era grande, aumentou.

Que saudade do assado de frango com/sem catupiry da dona Vilma, do suco de maracujá, da coquinha, das mostardas, dos pingos de ouro de picanha, ou ainda das Moças que a Ju comprava pra mim comer (hehe). Saudade do X Calabresa do Friends, do suco de maracujá do Friends, saudade dos friends.

Saudade dos papos durante o intervalo, das idas divertidíssimas a biblioteca, das idas ao meu banheiro preferido, das gravações de VT's, das piadas que as vezes nem tinham graça, dos sustos que só tinham graça depois que o coração voltava a bater normalmente, das briguinhas, das brigonas, que eram raras, mas aconteciam também.

Saudade das cantorias. Começaram com o único objetivo de pegar no pé e passaram a fazer parte do dia-a-dia. Cantávamos no laboratório de rádio, nos corredores, nos trabalhos, em tudo o que podia enfiávamos música. Um dia gravaremos um cd com as paródias da Jana.

Líiiiiiizzzzzzzz! Saudade das muitas vezes em que eu ouvia isso. Das caretas e olhares que, muitas vezes, valiam bem mais que palavras. Saudade das pessoas que eu acabei conhecendo melhor só no final da faculdade. Olhando pelo lado bom, pelo menos ainda deu tempo de conhecer.

Saudade até das pessoas que em muitos momentos me magoaram, que me deixaram irritadíssima. Colocando na balança, me fizeram rir mais vezes do que me irritaram, e isso zera qualquer ressentimento. Até porque, como diz aquela famosa frase de Shakespeare : "Guardar ressentimento é o mesmo que tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra".

Para fechar, uma música boa, sem ironia, que rendeu boas risadas e fala de saudade.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Casa arrumada à moda drummondiana

Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.

Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas… Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida…
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.

Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa.

E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança. Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.

Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.

A que está sempre pronta pros amigos, filhos…
Netos, pros vizinhos… E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.

Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente. Arrume a sua casa todos os dias…

Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela… E reconhecer nela o seu lugar.

(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Minimamente Feliz

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.

Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de
que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.

Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos. Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular: 'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.

Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'.

Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje.

Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.

Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.

Leila Ferreira, jornalista.

Para sambar na cara dos meus momentos ruins, alguns dos meus momentos de felicidade.