Nessa época do ano todo mundo diz isso, mas como é inevitável, vou dizer também, ou melhor, escrever: como esse ano passou rápido!
Não vou fazer uma retrospectiva nesse post. Quero fazer mais um post antes que 2011 termine e fazer uma retrospectiva no mesmo post do Natal me deixaria sem assunto rs. Enfim...
Desejo à todos um Natal cheio de felicidade e paz. E para finalizar esse meu imenso post, a diva Celine Dion arrasando em Oh Holy Nigh.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Saudade
Há uns dias atrás minha amiga Juliana Nunes me disse no MSN que estava com saudades de algumas coisas que a gente fazia juntas, e se a saudade que eu estava da faculdade já era grande, aumentou.
Que saudade do assado de frango com/sem catupiry da dona Vilma, do suco de maracujá, da coquinha, das mostardas, dos pingos de ouro de picanha, ou ainda das Moças que a Ju comprava pra mim comer (hehe). Saudade do X Calabresa do Friends, do suco de maracujá do Friends, saudade dos friends.
Saudade dos papos durante o intervalo, das idas divertidíssimas a biblioteca, das idas ao meu banheiro preferido, das gravações de VT's, das piadas que as vezes nem tinham graça, dos sustos que só tinham graça depois que o coração voltava a bater normalmente, das briguinhas, das brigonas, que eram raras, mas aconteciam também.
Saudade das cantorias. Começaram com o único objetivo de pegar no pé e passaram a fazer parte do dia-a-dia. Cantávamos no laboratório de rádio, nos corredores, nos trabalhos, em tudo o que podia enfiávamos música. Um dia gravaremos um cd com as paródias da Jana.
Líiiiiiizzzzzzzz! Saudade das muitas vezes em que eu ouvia isso. Das caretas e olhares que, muitas vezes, valiam bem mais que palavras. Saudade das pessoas que eu acabei conhecendo melhor só no final da faculdade. Olhando pelo lado bom, pelo menos ainda deu tempo de conhecer.
Saudade até das pessoas que em muitos momentos me magoaram, que me deixaram irritadíssima. Colocando na balança, me fizeram rir mais vezes do que me irritaram, e isso zera qualquer ressentimento. Até porque, como diz aquela famosa frase de Shakespeare : "Guardar ressentimento é o mesmo que tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra".
Para fechar, uma música boa, sem ironia, que rendeu boas risadas e fala de saudade.
Que saudade do assado de frango com/sem catupiry da dona Vilma, do suco de maracujá, da coquinha, das mostardas, dos pingos de ouro de picanha, ou ainda das Moças que a Ju comprava pra mim comer (hehe). Saudade do X Calabresa do Friends, do suco de maracujá do Friends, saudade dos friends.
Saudade dos papos durante o intervalo, das idas divertidíssimas a biblioteca, das idas ao meu banheiro preferido, das gravações de VT's, das piadas que as vezes nem tinham graça, dos sustos que só tinham graça depois que o coração voltava a bater normalmente, das briguinhas, das brigonas, que eram raras, mas aconteciam também.
Saudade das cantorias. Começaram com o único objetivo de pegar no pé e passaram a fazer parte do dia-a-dia. Cantávamos no laboratório de rádio, nos corredores, nos trabalhos, em tudo o que podia enfiávamos música. Um dia gravaremos um cd com as paródias da Jana.
Líiiiiiizzzzzzzz! Saudade das muitas vezes em que eu ouvia isso. Das caretas e olhares que, muitas vezes, valiam bem mais que palavras. Saudade das pessoas que eu acabei conhecendo melhor só no final da faculdade. Olhando pelo lado bom, pelo menos ainda deu tempo de conhecer.
Saudade até das pessoas que em muitos momentos me magoaram, que me deixaram irritadíssima. Colocando na balança, me fizeram rir mais vezes do que me irritaram, e isso zera qualquer ressentimento. Até porque, como diz aquela famosa frase de Shakespeare : "Guardar ressentimento é o mesmo que tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra".
Para fechar, uma música boa, sem ironia, que rendeu boas risadas e fala de saudade.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Casa arrumada à moda drummondiana
Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas… Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida…
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança. Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos…
Netos, pros vizinhos… E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente. Arrume a sua casa todos os dias…
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela… E reconhecer nela o seu lugar.
(Carlos Drummond de Andrade)
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas… Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida…
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança. Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos…
Netos, pros vizinhos… E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente. Arrume a sua casa todos os dias…
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela… E reconhecer nela o seu lugar.
(Carlos Drummond de Andrade)
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Minimamente Feliz
A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.
Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de
que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.
Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.
'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.
Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos. Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular: 'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'.
Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje.
Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?
Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.
Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.
Leila Ferreira, jornalista.
Para sambar na cara dos meus momentos ruins, alguns dos meus momentos de felicidade.

Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de
que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.
Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.
Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos. Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular: 'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'.
Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje.
Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?
Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.
Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.
Leila Ferreira, jornalista.
Para sambar na cara dos meus momentos ruins, alguns dos meus momentos de felicidade.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Quando eu era criança...
... eu tinha um quadro da família dinossauro no quarto. Nele, o Baby batia na cabeça do Dino e estava escrito: Não é mamãe!
Não lembro como esse assunto surgiu, eu sei que depois desse meu comentário, eu e minhas colegas de trabalho listamos várias coisas do tempo que a gente era criança. Como é engraçado parar para pensar nisso né. Pensar que a gente se divertia com coisas tão simples e as crianças de hoje só querem saber de Playstation, Playstation, Playstation...
Eu por exemplo, não tinha casas de Barbie, eu fazia minhas próprias casinhas com terra e água. Pegava uma terrinha, colocava um pouco de água, fazia um barrinho e modelava minhas casas em cima de um pedaço de madeira que servia de base.
Eu pegava um pedaço de cano, colocava sabão em pó em um copo e saia fazendo bolinhas. Era uma alegria. Tá que essa alegria teve fim para mim quando eu ao invés de soprar suguei o líquido e tomei água de sabão em pó. Tive que tomar um copo de leite cheio para, de acordo com a minha mãe, desintoxicar. Até hoje leite puro me dá nojinho.
Eu jogava tazo. Nossa, como eu gostava. Quando surgiram aqueles que a gente montava e ele saia rodopiando então, minha nossa senhora, que felicidade. Bolinha de gude era outra diversão. Eu sempre acabava brigando, porque sempre tinha aquele que carregava, que queimava a linha, enfim, roubava na cara dura.
Ah... Outra coisa que eu fazia. Brincava de esconder no bairro todo.
Tá, eu não fazia, meus irmãos faziam. Eu era pequena demais. Sempre fiquei só na vontade =/
Mas... Para compensar o fato de que eu nunca pude brincar de esconder no bairro todo, depois de uns anos eu tive o prazer de ter em casa uma mesa de ping pong, um pinball e uma bicicleta com dois lugares. Todos, feitos pelos meus irmãos. Tirando que eu continuava pequena demais para andar na bicicleta de dois lugares, eu me diverti muito com a mesa de ping pong e com o pinball.
Sabão cracrá, sabão cracrá... Não deixa os cabelos do sapo enrolar. Era assim que eu cantava. Minha mãe jurava que eu não sabia que era saco. Mas quem é que disse que eu sabia de que saco é que a música tava falando. Eu não entendia a letra, mas que eu sabia que não era sapo eu sabia.
Tantas e tantas coisas. Algumas que eu nem lembro. As crianças podiam ficar na rua brincando até anoitecer, não tinha problema nenhum. Tempo bom.
As crianças de hoje em dia que me desculpem, mas quando eu era criança era bem mais legal!
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